Blog Argumento Espírita

terça-feira, 4 de outubro de 2011
Prezados leitores e irmãos de jornada,

peço desculpas pela ausência de postagens, cuja frequência tem sido comprometida há bastante tempo. Quero dizer que o blog não foi abandonado. Pretendo que este trabalho continue, pois reconheço a importância dos textos aqui publicados para muitos, até mesmo para os adversários da Doutrina, que têm aqui uma oportunidade de compreender o verdadeiro sentido e significado da Codificação de Allan Kardec e dos grandes divulgadores da Obra Espírita. Nossa proposta não é semear intrigas ou desprestigiar outras crenças, mas favorecer o exclarescimento a cerca de assuntos que a Doutrina Espírita a todos os que possam buscar nesse site uma referencia.

Em breve voltaremos com mais conteúdos.

Agradeço a todos e a Deus pela oportunidade.

Um abraço fraterno,
Fábio Cezar
http://ArgumentoEspirita.blogspot.com

Espiritismo já foi considerado crime

terça-feira, 27 de julho de 2010
Pode parecer um absurdo, mas segundo o Código Penal Brasileiro de 1890, ser espírita era crime punido com multa e detenção de 1 a 6 meses. Em 1891 o país era declarado laico, mas isso não ajudou. O artigo 72 da Carta republicana de 1891 previa: "todos os indivíduos e confissões religiosas podem exercer pública e livremente o seu culto". Um ano antes, o decreto 119-A já instituia: "É prohibido à autoridade federal, assim como à dos Estados federados, expedir leis, regulamentos, ou actos administrativos, estabelecendo alguma religião, ou vedando-a, e crear differenças entre os habitantes do paiz, ou nos serviços sustentados à custa do orçamento, por motivo de crenças, ou opiniões philosophicas ou religiosas." Mas, os espíritas continuavam a ser alvos constantes de ataques da imprensa, de médicos e da Igreja Católica. E como poderia constituir crime a prática espírita, se a Carta determinava o direito à liberdade de religião? Simplesmente, porque o Espiritismo não era considerado religião, segundo o Código Penal. "Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilegios, usar talismans e cartomancias para despertar sentimentos de odio ou amor, inculcar cura de molestias curaveis ou incuraveis, emfim, para fascinar e subjugar a credulidade publica" (art. 157) era crime punível com "prisão cellular por um a seis mezes e multa de 100$000 a 500$000 (100 mil a 500 mil réis)". Os efeitos do artigo se estenderam até a década de 1960, apesar das alterações do Código Penal brasileiro de 1949, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente Getúlio Vargas. O termo “espiritismo” foi excluído, permanecendo apenas, como delito grave, a prática do “curandeirismo” e do “charlatanismo”. Nos dias de hoje, confundir Espiritismo com rituais de magia e curandeirismo, isso sim é grave crime contra à Razão, o bom-senso e a verdade!

Bastidores de "Nosso Lar"

quinta-feira, 15 de julho de 2010
Confira como foram filmadas as cenas no Umbral de 'Nosso Lar'. O filme, baseado em livro de Chico Xavier, estreia em 3 de setembro nos cinemas brasileiros.

VIOLÕES EM FOCO

terça-feira, 8 de junho de 2010
Um panorama deste popular intrumento em uma série de programas apresentada
pelo violonista Luis Carlos Barbieri. A série é em colaboração com a AV-Rio, Associação de Violão do Rio de Janeiro.

Quarta - 22h
Produção e Apresentação: Luis Carlos Barbieri
Assistentes de Produção: João Wilson
Coordenação de Produção: Thiago Regotto (Rádio MEC)
Apoio: AV-Rio

Você pode ouvir on-line:
http://www.radiomec.com.br/fm/violoesemfoco.asp

Necessário acordar

sábado, 29 de maio de 2010

Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá.” – Paulo. (Efésios, 5:14.)

Grande número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Alguns encontram obscuridades nos textos, outros perseveram nas questiúnculas literárias. Inquietam-se, protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que necessitou para preservar-se na Terra.

Esses amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo, vítimas de paralisia das faculdades superiores.

Na maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. O coração não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.

A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que de-seja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.

Grandes massas, supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. Fala-se em Deus, em fé e em espiritualidade, qual se respirassem na estranha atmosfera de escuro pesadelo. Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão dos acontecimentos, enceguecidas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem, através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel


Do livro: Pão Nosso
2o livro da Coleção “Fonte Viva”
(Interpretação dos Textos Evangélicos)

OS PROBLEMAS DA EXISTÊNCIA

Léon Denis

O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino. As idéias que fazemos do universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital. Por elas dirigimos nossos atos. Consultando-as, estabelecemos um objetivo em nossas vidas e para ele caminhamos. Nisso está a base, o que verdadeiramente motiva toda civilização. Tão superficial é seu ideal, quanto superficial é o homem. Para as coletividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adotar.

Mas, como dissemos, a dificuldade em resolver esses problemas, muito freqüentemente, nos faz rejeitá-los. A opinião da grande maioria é vacilante e indecisa, seus atos e caracteres disso sofrem a conseqüência. É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar aonde? É nisto que não se pensa o bastante. O homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objetivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado,lançam numerosos espíritos ao materialismo. Crê-se, voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada. Demonstraremos a seguir como esta maneira de ver está em oposição flagrante à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.

Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus instintos, apetites e gozos. Pouco importaria que amasse o bem e a eqüidade. Se não faz senão aparecer e desaparecer nesse mundo, se traz consigo o esquecimento de suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem suas aspirações; amando a justiça, soldado do direito, acreditar-se-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males de seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver triunfarem seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado o devotamento e a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade. As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano terminariam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os atos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas, esperança para os aflitos. Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e freqüentemente na dependência de seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter seus instintos e seus gostos. Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter. O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas.

A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, por que a uns todos os dons de espírito e do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos? Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes. Essas questões, nós iremos examinar brevemente à luz da razão.

Do livro: O PORQUÊ DA VIDA
De: Léon Denis
Traduzido por: Paulo A Ferreira
Revisado por: Lucia F. Ferreira

Luis Carlos Barbieri

quarta-feira, 26 de maio de 2010
O violonista Luis Carlos Barbieri lança o CD Barbieri & Schneiter Solo, com composições de sua autoria e do falecido Fred Schneiter (1959-2001), com quem tinha um duo. Dentro da série Violões da AV-Rio, o músico executa também peças de Edino Krieger, Francisco Mignone e Marcos Lopes.
Centro Cultural Justiça Federal (142 lugares).
Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3261-2550.
Sábado (29 de Maio de 2010), 17h.
R$ 1,00.

PROGRAMA:
Fred Schneiter: Suíte sinuosa. Luis Carlos Barbieri: A Santa Ceia segundo Athayde. Francisco Mignone: Estudos 10 e 4. Marcos Lopes: 3 Movimentos (Allegro Molto, Improviso e Tempo de valsa). Edino Krieger: Passacalha para Fred Schneiter. Radamés Gnatalli: Brasiliana N. 13.

NO CAMINHO INTERIOR

domingo, 25 de abril de 2010
Por Fábio Cezar
fabiocezar@msn.com

O gênero humano aspira a um novo mundo, numa existência de felicidade plena, à luz da espiritualidade.

Entretanto, tendo em vista nossa atual condição de seres sofredores, apegados às paixões da existência material, a princípio, esta parece uma realidade distante e mesmo utópica.
Esquecemo-nos, porém, que sua distância é tão próxima quanto possamos alcançá-la pela força do querer e, mais ainda, pela iniciativa do fazer.

Tal é o despertar para a vida do espírito - o Reino dos Céus - a que Jesus anunciou e prometeu-nos a todos.

Ao contrário do que possam dizer os "falsos profetas", não há lugar para que se estabeleça ou tempo previsto para que se cumpra. O tempo certo é relativo a cada um, segundo nossas experiências e progresso individual.

Por mais remota que possamos imaginá-la, a Felicidade não se achará aqui ou ali, em algum ponto do Universo infinito; na verdade, seu germem já se encontra dentro de nós mesmos. O grande desafio da vida é, pois, descobri-la e cultivá-la no âmago de nosso ser.

O chamado há muito já fora feito, seja pelas palavras do Mestre ou pela voz íntima que nos fala à consciência, revelando-nos em particular o caminho a ser percorrido. Antes, adverte-nos, porém, lançando desafiadora sentença a quem possa ter ouvidos de ouvir: "Homem, conhece-te a ti mesmo!"

Jornal "O Clarim", Matão - SP, Novembro de 2009.

A música de Johann Sebastian Bach

sábado, 24 de outubro de 2009
Não há dúvidas da importância que teve a missão do grande mestre alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) para a humanidade. Através de sua arte grandiosa, Bach eleva nosso espírito para mais próximo de Deus. Aqui, ouvimos o comovente coro "Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine", da famosa Paixão Segundo São João, BWV 245. As imagens são do filme "The Passion of the Christ" e podem impressionar e sensibilizar pela força de suas cenas. Fica o exemplo da inigualável resignação de Cristo perante à dor física e moral, em favor de uma mensagem espiritual muito maior que deixou para o mundo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Nos diversos fóruns da Internet em que o espiritismo é tema presente, é bastante comum as ferrenhas objeções dos adversários da Doutrina. A fim de desmerecer e desprestigiar publicamente o Espiritismo, algumas pessoas preferem trata-lo, não como uma religião, mas como uma seita perigosa. Para isso, usam de uma suposta autoridade, não embasada na moral, mas naquilo que supõe conhecer. A propósito dessas declarações, esperamos exclarecer: o Espiritismo não é uma seita, mas uma bem estruturada Doutrina religiosa, filosófica e científica, que vem fortalecer a fé religiosa e fornecer argumentos sólidos contra o materialismo e a favor do espiritualismo, que é base de qualquer religião. Não acreditamos, porém, que todos julguem o Espiritismo como seita por má-fé, mas por desconhecer o significado do termo. Na verdade, seita, é qualquer ideologia ou grupo, não necessariamente religioso, que divirja das idéias defendidas por outros grupos considerados dominantes ou oficiais. Portanto, "seita" não é a religião dos outros!
Que Jesus nos abençoe a todos.
argumentoespirita.blogspot.com
domingo, 19 de julho de 2009

DO ÁTOMO AO ARCANJO

"(...) É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado Espírito ainda não pode apreender em seu conjunto."
Allan Kardec, "O Livro dos Espíritos", Q. 540, FEB, pg. 274

DIALOGANDO COM OS MORTOS





Conversar com os mortos é praticar a Necromancia. É incidir na condenação bíblica dessa arte satânica. É praticar uma heresia e incorrer nas penas divinas. O espírita é um necromante, um feiticeiro,um indivíduo que regride ao passado assírio, egípcio, greco-romano, à era do paganismo. O espírita, necromante confesso, é pagão, está ainda no tempo em que o Cristianismo não aparecera na Terra.

Esse é o raciocínio de vários cristãos que nos escrevem, católicos, protestantes, evangélicos. Muitos deles são piedosa-mente cristãos e querem salvar-nos do fogo do inferno. Ainda bem que não estamos mais no tempo da Inquisição e eles não podem salvar-nos do fogo eterno, queimando-nos caridosamente numa fogueira em praça pública.

Mas essa boa gente não é culpada de pensar assim. Desde que o Espiritismo apareceu, em meados do século passado, até hoje, sacerdotes e pastores, bispos, cardeais, arcebispos, missionários e santos confessores, cheios de piedade e fé, vêm pregando nesse tom aos seus rebanhos. As inocentes ovelhinhas aprendem, aterrorizadas, que os lobos de Satanás rondam o redil das igrejas com suas artimanhas. E como em geral não sabem o que é Necromancia, imaginam coisas terríficas a respeito do significado dessa estranha palavra.

Para aumentar o pânico, certos dicionários dizem que Necromancia é Espiritismo. O próprio Grande Dicionário Etimológico e Prosódico da Língua Portuguesa, do ilustre Prof. Silveira Bueno, comete esse engano. Diante de tantos pronuncia-mentos de personalidades ilustres, de autoridades eclesiásticas e universitárias, o que pode fazer uma ovelhinha inocente, senão tremer e balir até a hora da tosquia?

Necromancia é um ramo da magia antiga, das chamadas artes mágicas da Antiguidade. Através de ritos especiais, de práticas mágicas primitivas, os feiticeiros de antanho obrigavam os mortos a subirem da terra — ou seja, a saírem dos túmulos, como se vê no episódio bíblico da Pitonisa de Endor — para fazerem adivinhações e prognósticos. Os espíritas não usam nada disso. Não praticam ritos de espécie alguma, nem podem obrigar nenhum morto a sair do túmulo para um bate-papo à meia noite. Os espíritas dialogam com os espíritos, que não são mortos, mas vivos, criaturas de Deus mais vivas do que os chamados vivos da Terra. Jesus mostrou a diferença que existe entre Necromancia, arte mágica dos tempos de ignorância, e Espiritismo, doutrina racional e científica dos tempos de luz, ao evocar Elias e Moisés no Monte Tabor para conversar com eles diante dos apóstolos. E o apóstolo Paulo nos conta, em Coríntios I, ao tratar dos dons espirituais, como eram feitas as sessões espíritas do Cristianismo apostólico, em que os cristãos conversavam com os espíritos para a sua própria edificação espiritual.

Confundir Necromancia com Espiritismo é ignorância, o que Deus perdoa, ou má fé, o que não tem perdão, porque é o pecado contra o espírito de que fala o Evangelho e que tem de ser pago pelo pecador.

J. Herculano Pires - "O Homem Novo"

O labirinto sem saída do materialismo ateu

domingo, 5 de julho de 2009
Por Fábio Cezar


Não há como negar a crescente militância ateísta como fato mundial na atualidade. Tal acontecimento passou a tomar maiores proporções, através da divulgação das idéias defendidas pelo biólogo inglês Richard Dawkins.

Em que se apóia Richard Dawkins ao escrever suas teorias pró-ateísmo em "Deus - Um Delírio" (The God Delusion,2006)? Além de Darwin e do conceito de memes (idéias que agem como os genes), seu ponto de partida é a própria incredulidade dos desiludidos com as crenças do mundo, daqueles que, como muitos, se desenganaram com as velhas religiões. É a esses órfãos que as religiões não puderam amparar que Dawkins procura seduzir.

Combatendo as religiões, pode-se dizer que o evolucionismo acabou tornando-se uma nova religião. Richard Dawkins, ao defender o "orgulho ateu", propõe assim a religião da matéria. Pois, o que se pretende mesmo com isso, é deificar a matéria. Pessoas são, então, conclamadas que abdiquem de suas crenças religiosas, acreditando que, para isso, é preciso desrespeitar todas as crenças em Deus.

Richard tem alguma razão ao declarar que a religião alimentou a guerra e fomenta ainda o fanatismo, embora não se possa responsabilizar a religião por isso, e sim o próprio homem. Mas, se equivoca profundamente quando atesta a suposta irracionalidade na crença em Deus. Para um biólogo, bastaria observar a origem e a complexidade na organização da própria vida, naquilo que chamam de "fatalismo" biológico, ou mesmo acaso, em tudo aquilo que não podem compreender o sentido natural da criação e existência.

Para os ateístas, Richard Dawkins é um gênio, porque preenche o vazio que a religião não conseguiu fazê-lo. Entretanto, não há genialidade em quem espera que Deus, um ser espiritual, exista de uma forma concreta, material. É, então, mais fácil desenvolver e divulgar um discurso vazio pronto a negar sua existência, através da dúvida, e não de respostas, a compreendê-lo por meio de suas manifestações naturais, provas irrecusáveis de sua realidade.

O Espiritismo, síntese da religião, da ciência e da filosofia, por sua vez, vai além dos conceitos religiosos, estruturados nos mitos e crenças primitivos, hoje inaceitáveis à luz da lógica e da razão; e vai além também do materialismo, solução encontrada para tudo aquilo que o cientificismo não se pôde entender. Com a compreensão da realidade espiritual como prova da existência do ser depois da morte física e de Deus, toda incredulidade e objeção decai, sem desamparar aqueles que almejam sair do vazio da ignorância e do confinamento no labirinto do materialismo.

Kardec já advertia em O Livro dos Espíritos, questão 604, que "Tudo em a Natureza se encadeia por elos que ainda não podeis apreender. Assim, as coisas aparentemente mais díspares têm pontos de contacto que o homem, no seu estado atual, nunca chegará a compreender. Por um esforço da inteligência poderá entrevê-los; mas, somente quando essa inteligência estiver no máximo grau de desenvolvimento e liberta dos preconceitos do orgulho e da ignorância, logrará ver claro na obra de Deus. Até lá, suas muito restritas idéias lhe farão observar as coisas por um mesquinho e acanhado prisma. Sabei não ser possível que Deus se contradiga e que, na Natureza, tudo se harmoniza mediante leis gerais, que por nenhum de seus pontos deixam de corresponder à sublime sabedoria do Criador.”

A intolerância dos ateus fanáticos - disse Albert Einstein - é igual a dos religiosos fanáticos, pois vem da mesma fonte de origem. "Eles são como escravos que ainda sentem o peso das correntes que jogaram fora depois de muita luta. São criaturas que – em seu rancor contra a religião tradicional como sendo o ‘ópio das massas’ – não conseguem ouvir a música das esferas. O milagre da natureza não torna-se menor porque alguém não pode medi-la pelos padrões da moral e do sofrimento humano." (Arquivo de Einstein, reel 54-927, 7 de Agosto de 1941)

Einstein e Kardec, portanto, concordam entre si, ao verem na ignorância e orgulho dos homens as únicas barreiras para o entendimento Daquilo que não compreendem em sua grandeza.



Palestras espíritas sobre os mais diversos temas, com vários oradores.
Para ouvir on-line ou baixar os arquivos, acesse http://www.espacoespirita.net
Além das palestras, o site disponibiliza artigos de Marlio Lamha, Paulo Nagae, Altivo Pamphiro, entre outros autores e divulgadores que atuam em casas espíritas do Rio de Janeiro, como o CELD - Centro Espírita Léon Denis.

terça-feira, 30 de junho de 2009


"Teu Espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece: eis tudo."

(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questão 196)


Série "Café Concerto" recebe violonista Maria Haro

sábado, 20 de junho de 2009
Maria Haro - violão

Programa

Bach / Gounod - Prelúdio. Nicanor Teixeira - Fina flor; Fantasia e variação; Concertante N. 2; Folia de reis. Villa-Lobos - Suíte popular brasileira. V. Sojo - Cinco canções venezuelanas. Bach - Chacone. Arthur Verocai - Suíte Carioca.

Centro Espírita Israel Barcelos
Sábado, 04 de Julho - 18h30.

R$ 1 (Sugestão: doação de 1Kg de alimento não-perecível para obras assistenciais do CEIB)

Série "Café Concerto".

Rua Sapopemba - 705 - Bento Ribeiro - Rio de Janeiro - RJ - 2464-9909.
terça-feira, 16 de junho de 2009


Mais do que palavras e hipóteses, procuremos validar nossos princípios nos fatos que se apresentam. Na ausência dos fatos, a dúvida será sempre a opinião mais prudente, pois “a dúvida é considerada como condição necessária à busca da verdade.” (PIRES, J. Herculano. Agonia das Religiões, 1976)


Fábio Cezar

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Não façamos, entretanto, discussão sobre opiniões religiosas. Não pretendemos, pois, com os presentes argumentos, abalar a fé religiosa de qualquer praticante ou desmerecer a opinião das diversas correntes do pensamento, científico ou não. Porém, afirmamos que a única fé incontestável é a razão. E é certo que a verdadeira fé é inabalável. Assim, não desejamos pôr em dúvida ou questão a fé religiosa dos fiéis que atacam o Espiritismo pretextando o conhecimento da “Palavra de Deus”. Mas, tomando ora as mesmas palavras do impulsor do Movimento Espírita, Allan Kardec, dizemos que “fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão.”

Fábio Cezar


O testemunho vivo de Dom Helder Câmara

quarta-feira, 10 de junho de 2009


É recente ainda o lançamento de uma obra que vem causando surpresa no mercado editorial. Trata-se de um livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte.

"Novas Utopias" (2009), traz as reflexões pós morte de um padre frente à realidade da vida espiritual. Não bastasse a polêmica em si sobre a temática da imortalidade do ser e da relação entre os planos espiritual e físico, há na obra algo ainda mais instigante: sua autoria é atribuída a Dom Helder Câmara, arcebispo de Recife e Olinda, desencarnado em 28 de agosto de 1.999 em Recife, Pernambuco.

Enquanto encarnado, Dom Elder Câmara foi grande defensor dos direitos humanos, principalmente durante o regime militar brasileiro. Por sua expressiva presença contra a tirania dos fortes e a usura dos ricos, tornou-se uma das figuras mais notáveis do século XX. Sua atuação pela não-violência fez com que Dom Helder fosse indicado quatro vezes para o prêmio Nobel da Paz, além de receber diversos prêmios nacionais e internacionais.

Agora, através da mediunidade de Carlos Pereira, Dom Helder Câmara retoma sua missão.

O livro é recebido com espanto não só pela questão da autoria, mas também pela participação do monge beneditino, o teólogo Marcelo Barros, autor de 30 livros publicados, que foi secretário de Dom Helder Câmara para a relação ecumêmica com outras igrejas e religiões por mais de nove anos.

No prefácio, Marcelo Barros reconhece a autenticidade da comunicação pela linguagem e originalidade das idéias próprias de Helder Câmara. Também conta com as opiniões favoráveis do filósofo e teólogo Inácio Strieder e da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica.


A obra é importante não só pelo significante teor de seus textos, mas porque traz à tona uma questão crucial: frente a veracidade dos fenômenos da comunicação entre vivos e mortos, da mediunidade e da continuidade da existência, como a Igreja lidará com o fato de grandiosa parcela da população dentro do Catolicismo passando a conhecer os ensinamentos pertencentes à natureza do espírito? Seria o momento da Igreja Católica admiti-los? Só o tempo poderá dizer.

Uma coisa, entretanto, podemos afirmar. Esta obra é mais uma prova que podemos (e devemos) naturalmente nos valer da razão para falar das coisas da fé, mostrando que é perfeitamente possível a conciliação entre ambas. Afinal, a lógica racional por meio da apresentação dos fatos só vem fortalecer a convicção na imortalidade dos homens e a fé em Deus.

Fábio Cezar

TIRINHA

terça-feira, 9 de junho de 2009




Tirinha Espírita de Pedro de Luna
segunda-feira, 8 de junho de 2009




VIDA E MORTE


Augusto dos Anjos


A morte é como um fato resultante
Das ações de um fenômeno vulgar,
Desorganização molecular,
Fim das forças do plasma agonizante.

Mas a vida a si mesma se garante
Na sua eternidade singular,
E em sua transcendência vai buscar
A luz do espaço, fúlgida e distante!

Vida e Morte – fenômenos divinos,
Na ascendência de todos os destinos,
Do portentoso amor de Deus oriundos...

Vida e Morte – Presente eterno da Ânsia,
Ou condição diversa da substância,
Que manifesta o espírito nos mundos.

Do livro "Parnaso de Além-Túmulo".
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Espiritismo na Rádio Rio de Janeiro

Todo sábado, de 18:45 às 20:30, "Momentos de Espiritualidade", palestras ao vivo diretamente do Centro Espírita Léon Denis, de Bento Ribeiro, Rio de Janeiro.

Rádio Rio de Janeiro, 1400 KHZ AM.

http://www.radioriodejaneiro.am.br

Divaldo Franco na REDE TV






O grande orador e conferencista DIVALDO PEREIRA FRANCO esta semanalmente na Rede TV falando sobre os princípios da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus no programa "Transição", todo Domingo, às 15h.

Divaldo Pereira Franco - Programa Mais Você - Ana Maria Braga

sexta-feira, 5 de junho de 2009
HOMEM-CÉLULA

Homem! célula ainda escravizada
Nos turbilhões das lutas cognitivas,
Egressa do arsenal de forças vivas
Que chamamos – estática do Nada.

Sob transformações consecutivas,
Vem dessa Origem indeterminada,
Onde se oculta a luz indecifrada
Dos princípios das luzes coletivas.

Vem através do Todo de elementos,
Em sucessivos aperfeiçoamentos,
Objetivando a Personalidade,

Até achar a Perfeição profunda
E indivisível, pura, e se confunda,
No transcendentalismo da Unidade.

Augusto dos Anjos (espírito)
Pelo médium Francisco C. Xavier
In: Parnaso de Além-Túmulo
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O Espiritismo
J. Herculano Pires
Acusação que matou Sócrates e preparou a cruz para o Cristo

O perigo dos estereótipos mentais – Discípulos que sustentam teses contraditadas pelos mestres – O flagrante desmentido dos fatos.

A facilidade com que certas pessoas tratam do Espiritismo, acusando-o de vários males, sem conhecerem a doutrina, é simplesmente de estarrecer. Ainda há pouco, numa reunião de comissão da edilidade paulistana, houve quem declarasse que o Espiritismo “tem causado muitos males sociais”. Felizmente, a acusação infundada não encontrou eco.

O ambiente já não era favorável, como tempos atrás, a afirmação dessa espécie, que pareceu temerária aos demais membros do organismo.

Quais são os males sociais causados pelo Espiritismo?

As obras de assistência à pobreza, de socorro aos desvalidos, de alfabetização gratuita, realizada por milhares de Centros Espíritas, em todo o país e em todo o mundo?

A abertura de hospitais, de albergues, de creches, de orfanatos, que suprem, por toda a parte, as deficiências do poder público? A difusão dos princípios evangélicos, no seio do povo?

A conversão ao espiritualismo e à crença em Deus, de milhares de pessoas que não aceitavam o ensino formal das religiões? Serão esses os males sociais do Espiritismo? Sabemos que não. A pessoa que formulou a temerária acusação à doutrina não pensou nessas coisas, nem teve tempo, ainda, de tomar conhecimento da extensão e do valor da obra social dos espíritas.

Por outro lado, a acusação não foi feita com segundas intenções ou com maldade. Ela derivou, naturalmente, de um falso conceito de Espiritismo, ou melhor, de um preconceito muito comum entre nós, mesmo entre pessoas que já deviam ter superado a fase dos estereótipos mentais.

É que dizem e, dizem, há muito tempo sem fundamento algum – mas dizem –, que o Espiritismo é um mal social e, de tanto ouvir dizer, algumas pessoas se convencem disso.

A maior e mais insistente acusação que se faz ao Espiritismo, nesse terreno, é a de causar loucuras e desequilíbrios nervosos.

Certos psiquiatras brasileiros concorreram, e concorrem, para a divulgação dessa inverdade, sustentando teses absurdas a respeito, e esquecidos dos pronunciamentos contrários e insuspeitos de seus próprios mestres estrangeiros. Mas os fatos aí estão, aos olhos de todos, para desmentirem essas teses.

O Espiritismo conquista centenas de novos adeptos, dia a dia, por todo o país e, longe de aumentar as psicoses e as neuroses, vem concorrendo poderosamente para diminuí-las. Quem se der ao trabalho de uma rápida investigação, entre os seus amigos e conhecidos, verá quantas pessoas encontraram o equilíbrio, a paz, o consolo e a segurança no Espiritismo.

Ao mesmo tempo, à acusação de que eram fazedores de loucos, os espíritas responderam curando loucos – milhares de loucos desenganados pelas clínicas psiquiátricas. Basta uma visita aos hospitais espíritas, que hoje constituem a maior rede de clínicas psiquiátricas em nosso Estado, para se ver que o Espiritismo oferece uma solução nova para o problema da loucura e das neuroses.

Além dessa acusação absurda ao Espiritismo, há quem vá mais longe, afirmando que a doutrina “perverte os costumes e o senso moral”.

Foi esta mesma acusação que levou Sócrates à cicuta e preparou para Jesus o caminho do Calvário.

As pessoas que repetem essas palavras merecem como resposta tão-somente a prece de Jesus pelos seus acusadores, no alto da cruz: “Perdoai lhes, Pai, que eles não sabem o que fazem”. Realmente, não sabem – nem o que dizem, nem o que fazem –, ao dizer tais coisas.

Porque o Espiritismo é uma doutrina cristã, baseada no Evangelho de Jesus, na crença em Deus e na sobrevivência da alma.

Uma doutrina que prega, como ensinava Kardec, a moral.

Fonte: J. Herculano Pires - O Mistério do Bem e do Mal

Duo Maia de violões se apresenta em Bento Ribeiro

domingo, 31 de maio de 2009


Duo Maia é formado por Raphael Maia (violão) & Thadeu Maia (violão)

Programa

Bach - Suíte BWV 814

Sérgio Assad - Cenas brasileiras

D. Scarlatti - Quatro sonatas

Centro Espírita Israel Barcelos , 18h30.

R$ 1 (Sugestão: doação de 1kg de alimento não perecível)

Salão do Centro Espírita Israel Barcelos (60 lugares)
Rua Sapopemba, 705 - Bento Ribeiro (RJ)
Informações tel.: (21) 2464-9909
Senhas distribuidas a partir das 18 horas

Sábado, 6 de Junho de 2009

Café Concerto

Provavelmente está é a primeira Série de Música Clássica a acontecer em Bento Ribeiro, localizado no subúrbio carioca.

Logo após o Concerto você poderá participar do Café que será servido por um preço bem acessível a todos. Além de participar de uma agradável confraternização, você estará colaborando para a arrecadação de fundos para as obras assistenciais que o CEIB realiza.

Lembre-se: todo primeiro sábado de cada mês, às 18:30 H, você está convidado para o nosso “Café Concerto”.

Argumento Espírita

sábado, 30 de maio de 2009
Este é um espaço filosófico independente dedicado a discussões de temas referentes a questões da fé à luz da razão, sob a perspectiva espírita. Também presta-se à divulgação de eventos de relevância cultural e doutrinária. Sejam todos bem-vindos!